Nos dias 11 e 12 de abril de 2000, realizou-se no México-DF, reunião da Coordenação do Grito dos Excluídos/as Continental, com representantes de 7 países e coordenadores sociais do Continente. Foram definidas estratégias para a projeção do Grito a nível internacional buscando propiciar uma articulação macro que coloque o Grito no marco das lutas contra o neoliberalismo em escala global. Foi definido reforçar a relação com a Marcha Mundial das Mulheres, a Aliança Social Continental e o Jubileu 2000. Também ficou definida uma mobilização em N.Y com a presença de Perez Esquivél e outras personalidades para marcar o novo caráter do Grito.
Nos dias 13 e 14 de junho, realizou-se em São Paulo a Reunião das Dinâmicas Continentais, convocada para criar um espaço onde as diversas dinâmicas continentais pudessem iniciar um processo de intercâmbio de propostas buscando uma agenda comum, bem como o desenvolvimento de estratégias de ação, comunicação e reflexão que permitissem o fortalecimento recíproco e um maior impacto das mobilizações em torno de temas comuns. Nesta ocasião firmaram-se os seguintes acordos de lutas comuns: a luta contra a exclusão em todas as suas categorias; a luta contra o pagamento da dívida externa; a luta contra a violência geral e de gênero; a luta contra o racismo e a xenofobia e; a luta contra o neoliberalismo como a principal causa da pobreza. Também ficou definido a seguinte agenda: de 7 a 10 de agosto, participação solidária no Congresso do MST; 12 de outubro, Grito dos/as Excluídos/as Continental, especialmente as mobilizações em New York e como evento prévio a Assembléia Mundial de Pobladores, em 6 de outubro, no México; e em 15 e 17 de outubro as atividades ma Marcha Mundial de Mulheres em New York e Washington, as chamadas Jornadas Continentais. Também nesta reunião ficou definido que o material de divulgação do Grito dos/as Excluídos/as Continental seriam criados pelo artista plástico equatoriano Gustavo Pavel Egüez.